domingo, 2 de agosto de 2009

da mentira I

mentes. ao calar tuas inseguranças. ao supor meus assombros. ao deitar comigo sem que teus poros abram-se ao que respiro. mentes, eu sei. sobrevida? a boa e infalível mediocridade burguesa? judaico-cristã até os ossos. vejo-me diante de um espelho, dirás. refletimo-nos, digo. distorcidos em nossa solidão mesquinha. reptílica. temos casca. frios e abortados de todo sentir. esmolarei sonhos de quem não sabe sonhar. assim, só a queda importará. [e eu te enraizei voo]

Um comentário:

Mulher na Janela disse...

me vi queda e abismo, um voo de vergigens.
e não minto.

beijos...