segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

da esperança III

por onde ficamos nesse tempo estreito perdido entre aquilo que somos e o que poderíamos ser? vejo nossa casa daqui do mundo que invento ela, tem as janelas num leve tom de azul como um dia sorrimos eu molho a grama do jardim tu estás a brincar com nosso filho e mais tarde sentaremos à mesa, os três. meu rosto envelhecerá primeiro que o teu, vê? não consegui te convencer por isso não temos um beagle, disso não gosto. as madrugadas minhas continuam mergulhadas em livros discos e poesia, reclamas. ainda contamos estrelas cadentes mas há meses não aparece um arco-íris. será que deus esqueceu de sonhar? amanhece, o sol no meu rosto avisa que a manhã será azulada mas eu queria mesmo é que tudo fosse real e eu não tivesse desistido de sonhar.

3 comentários:

Adriana Costa disse...

Olá Douglas,
tudo bem?
Tem um selo virtual de reconhecimento que ofereço ao Da Natureza dos Sonhos em meu blog.

Bejinhos @}--

PS: Você participou do FSM? Estou por aqui.

mariab disse...

será que desististe? acho que o teu texto mostra um sonho cheio de pormenores. e é um belo texto.
beijos

ลndreia disse...

Vale a pena nos questionarmos sobre o que poderíamos ter sido? Ficará sempre a dúvida... e as certezas, são sempre certezas. *